<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<feed version="0.3" xmlns="http://purl.org/atom/ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xml:lang="en">
<title>A xafarica</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/" />
<modified>2009-11-16T14:38:27Z</modified>
<tagline>

 

esta é a xafarica do marocas, aberta ao público em 8.11.2004, façam o favôr de espreitar, comentar e serem felizes    
  
 
</tagline>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307</id>
<generator url="http://www.movabletype.org/" version="3.2">Movable Type</generator>
<copyright>Copyright (c) 2009, ramos</copyright>
<entry>
<title>A LOIRA E OS MOSQUITOS</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/443610.html" />
<modified>2009-11-16T14:38:27Z</modified>
<issued>2009-11-16T14:36:14Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.443610</id>
<created>2009-11-16T14:36:14Z</created>
<summary type="text/plain">A LOIRA E OS MOSQUITOS Uma loira chegou a um hotel em Luanda e, como estava muito calor, abriu a janela. Só que começaram a entrar vários mosquitos. Então, ela ligou para a recepção e reclamou: - Boa noite, estou com muito calor e com a janela aberta, vários mosquitos entraram no meu quarto e estão-me a incomodar. - Se a Senhora desligar as luzes do seu quarto eles vão-se embora, disse-lhe o recepcionista. Ela fez o que ele disse e realmente os mosquitos desapareceram. Depois de um tempinho, começaram a entrar vários pirilampos e então ela voltou a reclamar para a recepção. O recepcionista perguntou: - Mas o que foi agora? Ela responde: - Não resultou! Os mosquitos voltaram com lanternas! Ops!!!...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>A LOIRA E OS MOSQUITOS</p>

<p>Uma loira chegou a um hotel em Luanda e, como estava muito calor, abriu a janela. Só que começaram a entrar vários mosquitos.</p>

<p>Então, ela ligou para a recepção e reclamou:</p>

<p>- Boa noite, estou com muito calor e com a janela aberta, vários mosquitos entraram no meu quarto e estão-me a incomodar.</p>

<p>- Se a Senhora desligar as luzes do seu quarto eles vão-se embora, disse-lhe o recepcionista.</p>

<p>Ela fez o que ele disse e realmente os mosquitos desapareceram.<br />
Depois de um tempinho, começaram a entrar vários pirilampos e então ela voltou a reclamar para a recepção.</p>

<p>O recepcionista perguntou:</p>

<p>- Mas o que foi agora?</p>

<p>Ela responde:</p>

<p>- Não resultou!<br />
Os mosquitos voltaram com lanternas!</p>

<p>Ops!!! </p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>APOIO DE ADVOGADA</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/443432.html" />
<modified>2009-11-11T12:17:46Z</modified>
<issued>2009-11-11T19:14:44Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.443432</id>
<created>2009-11-11T19:14:44Z</created>
<summary type="text/plain">Apoio da Advogada Um chefe da Máfia descobriu que o seu contabilista tinha desviado milhões de dólares da caixa. O contabilista era surdo, por isso fora admitido, pois nada poderia ouvir e, em caso de um eventual processo, não poderia depor como testemunha. Quando o chefe lhe foi dar um aperto sobre os milhões em falta, levou a advogada, que sabia a linguagem de sinais dos surdos-mudos. O chefe perguntou ao contabilista: - &quot;Onde estão os 10 milhões que desapareceram?&quot; A advogada, usando a linguagem dos sinais, transmitiu a pergunta ao contabilista, que logo respondeu (em sinais): - &quot;Eu não sei do que é que vocês estão a falar.&quot; A advogada traduziu para o chefe: - &quot;Ele disse não saber do que se trata.&quot; O mafioso sacou uma pistola e encostou-a testa do contabilista, gritando: - &quot;Pergunte-lhe de novo.&quot; A advogada, sinalizando, disse ao infeliz: - &quot;Ele vai-te matar se não disseres onde está o dinheiro.&quot; O contabilista sinalizou em resposta: - &quot;OK, vocês venceram, o dinheiro está numa mala de couro, que está enterrada no quintal da casa do meu primo Eurico, no nº400, da Rua 26, no bairro de Queens!&quot; O mafioso perguntou à advogada: - &quot;O que é que ele disse?&quot; A advogada respondeu: - &quot;Ele disse que não tem medo de paneleiros e que você não tem tomates para puxar o gatilho.&quot; (Isto é que é uma Advogada amiga!!!)...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Apoio da Advogada</p>

<p>Um chefe da Máfia descobriu que o seu contabilista tinha desviado milhões de dólares da caixa. O contabilista era surdo, por isso fora admitido, pois nada poderia ouvir e, em caso de um eventual processo, não poderia depor como testemunha.</p>

<p>Quando o chefe lhe foi dar um aperto sobre os milhões em falta, levou a advogada, que sabia a linguagem de sinais dos surdos-mudos. </p>

<p>O chefe perguntou ao contabilista:</p>

<p>- "Onde estão os 10 milhões que desapareceram?"</p>

<p>A advogada, usando a linguagem dos sinais, transmitiu a pergunta ao contabilista, que logo respondeu (em sinais):</p>

<p>- "Eu não sei do que é que vocês estão a falar."</p>

<p>A advogada traduziu para o chefe:</p>

<p>- "Ele disse não saber do que se trata."</p>

<p>O mafioso sacou uma pistola e encostou-a testa do contabilista, gritando:</p>

<p>- "Pergunte-lhe de novo."</p>

<p>A advogada, sinalizando, disse ao infeliz:</p>

<p>- "Ele vai-te matar se não disseres onde está o dinheiro."</p>

<p>O contabilista sinalizou em resposta:</p>

<p>- "OK, vocês venceram, o dinheiro está numa mala de couro, que está enterrada no quintal da casa do meu primo Eurico, no nº400, da Rua 26, no bairro de Queens!"</p>

<p>O mafioso perguntou à advogada:</p>

<p>- "O que é que ele disse?"</p>

<p>A advogada respondeu:</p>

<p>- "Ele disse que não tem medo de paneleiros e que você não tem tomates para puxar o gatilho."</p>

<p><br />
(Isto é que é uma Advogada amiga!!!)</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>&quot;O Factor Vara&quot;... por Miguel Sousa Tavares</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/443190.html" />
<modified>2009-11-05T15:14:43Z</modified>
<issued>2009-11-05T15:08:16Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.443190</id>
<created>2009-11-05T15:08:16Z</created>
<summary type="text/plain">&quot;O Factor Vara&quot;... por Miguel Sousa Tavares (que não tirou a licenciatura ao domingo, mas fez a pós-graduação antes da licenciatura) Toda a &apos;carreira&apos;, se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de &quot;tachos&quot; a distribuir pela &quot;gente de bem&quot; do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou - &quot;voluntariamente&quot;, como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da &quot;segurança&quot;. E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do &quot;canudo&quot;, o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de &quot;sucesso&quot;. A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>"O Factor Vara"... por Miguel Sousa Tavares</p>

<p>(que não tirou a licenciatura ao domingo, mas fez a pós-graduação antes da licenciatura)</p>

<p>Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte<br />
extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve<br />
o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou<br />
obra que fique na memória. </p>

<p>Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. </p>

<p>Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da "segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos<br />
desacreditados administradores de "sucesso". A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua<br />
fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve". </p>

<p>Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de<br />
vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo.</p>

<p>Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus<br />
administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos  trabalhadores!<br />
Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve.  </p>

<p>Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos. <br />
P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures,<br />
eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que<br />
por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume.<br />
Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso,<br />
não estou cativo do "bom nome" do sr. Armando Vara. Era o que faltava!</p>

<p>Acabei de confirmar no site e está lá, no site institucional do BCP.</p>

<p>Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!!!!!:</p>

<p>Armando António Martins Vara<br />
Dados pessoais:<br />
Data de nascimento: 27 de Março de 1954<br />
Naturalidade: Vinhais - Bragança<br />
Nacionalidade: Portuguesa<br />
Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo<br />
Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008<br />
Mandato em Curso: 2008/2010 Formação e experiência Académica<br />
Formação:<br />
2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)<br />
2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE) </p>

<p>http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jt<br />
ml?articleID=217516</p>

<p>http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais/article.jh<br />
tml?articleID=217516</p>

<p>Extraordinário... CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS! Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura... </p>

<p>Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do Eng. Sócrates...</p>

<p>E viva o BCP e o seu "bom nome"!!!</p>

<p>(anda na net)</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>PARA PENSAR</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/442781.html" />
<modified>2009-10-27T12:15:26Z</modified>
<issued>2009-10-27T12:03:18Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.442781</id>
<created>2009-10-27T12:03:18Z</created>
<summary type="text/plain">Recebi este texto por e-mail, e acho que vale a pena meditar sobre ele Penso que o Senhor tem razão por muito que custe a alguns &quot;iluminados&quot; que por aí andam Professor Medina Carreira Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto. Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu. A não perder. &quot;Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»... Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açúcar&quot; &quot;Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularucho» porque não dependo do aparelho político!&quot; &quot;Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!&quot; &quot;Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%...esta economia não resiste num país europeu.&quot; &quot;Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.&quot; &quot;Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? P&apos;rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim? A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela? Quer dizer, isto está tudo louco?&quot; &quot;Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...&quot; &quot;Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros: -Um desapareceu; -O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora; -O outro foi mandado embora pelo...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Recebi este texto por e-mail, e acho que vale a pena meditar sobre ele<br />
Penso que o Senhor tem razão por muito que custe a alguns "iluminados" que por aí andam</p>

<p>Professor Medina Carreira</p>

<p>Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto.</p>

<p>Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu.</p>

<p>A não perder.</p>

<p>"Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»...</p>

<p>Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açúcar"</p>

<p>"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular.</p>

<p>Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularucho» porque não dependo do aparelho político!"</p>

<p>"Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!"</p>

<p>"Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%...esta economia não resiste num país europeu."</p>

<p>"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse."</p>

<p>"Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?</p>

<p>P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?</p>

<p>A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?</p>

<p>Quer dizer, isto está tudo louco?"</p>

<p>"Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for..."</p>

<p>"Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:<br />
-Um desapareceu;<br />
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;<br />
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;<br />
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"</p>

<p>"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá...<br />
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."</p>

<p>"Mas você acredita nesse «considerado bem»?<br />
Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais?</p>

<p>Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia...Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"</p>

<p>"De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. <br />
É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..."</p>

<p>"Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: - Prometem aquilo que sabem que não podem."</p>

<p>"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»:</p>

<p>Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? <br />
Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. </p>

<p>Mas é inclusiva....<br />
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"</p>

<p>"Os exames são uma vergonha. <br />
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? </p>

<p>Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! </p>

<p>Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!</p>

<p>"A minha opinião desde há muito tempo é TGV- Não!<br />
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. <br />
Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.</p>

<p>"Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?</p>

<p>Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...</p>

<p>Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de<br />
maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português!"</p>

<p>"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros:</p>

<p>A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. </p>

<p>As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...</p>

<p>Receber os prisioneiros de Guantanamo?<br />
«Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros...Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!"</p>

<p>"A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. <br />
Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!"</p>

<p>"Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos<br />
correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões!<br />
Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões!<br />
Quem é que vai pagar?"</p>

<p>"Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.<br />
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós<br />
estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a<br />
circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."</p>

<p>"Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...<br />
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse<br />
espectáculo...."</p>

<p>"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.<br />
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"»<br />
Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores.<br />
Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os<br />
meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a<br />
carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande<br />
professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver<br />
uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso<br />
é descentralizar a «bandalheira»."</p>

<p>"Há dias circulava na Internet uma notícía sobre um atleta olímpico<br />
que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai<br />
seguir Medicina...<br />
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas<br />
oportunidades» e agora entra em Medicina...<br />
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas<br />
quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...<br />
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."</p>

<p>"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.<br />
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as<br />
desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são<br />
desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns<br />
empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem<br />
justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu<br />
receio mesmo que acabe."</p>

<p>"Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente<br />
mais pobres, mas aqui quentinhos, pacífícos, amiguinhos, a passar a<br />
mão uns pelos outros...<br />
Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...<br />
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai<br />
empobrecer, provavelmente com muito barulho...<br />
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver<br />
«barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses<br />
que interpretem o que quiserem..."</p>

<p>"Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha<br />
de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a<br />
fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto,<br />
nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa<br />
nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja<br />
excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...<br />
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é<br />
a angústia da economia portuguesa."</p>

<p>"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta<br />
interpenetração do político com o económico, das empresas que vão<br />
buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto<br />
não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque<br />
é que se vai buscar políticos para as empresas?<br />
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...<br />
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve<br />
haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta<br />
coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali,<br />
tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não<br />
dá saúde nenhuma à sociedade."</p>

<p>"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.<br />
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar<br />
preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São<br />
propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm<br />
outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do<br />
país!"</p>

<p>"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores<br />
dizem «este tipo é chato, é pessimista»...<br />
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...<br />
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade,<br />
sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que<br />
pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir,<br />
porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz<br />
aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado!<br />
Todos os dias tem a sensação que é enganado!"</p>

<p>Cumprimentos<br />
 <br />
 <br />
</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>CARTA DE UMA MÃE ALENTEJANA</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/442703.html" />
<modified>2009-10-25T18:40:07Z</modified>
<issued>2009-10-25T18:36:47Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.442703</id>
<created>2009-10-25T18:36:47Z</created>
<summary type="text/plain">CARTA DE UMA MÃE ALENTEJANA Mê querido filho, Ponho-te estas poucas linhas que é para saberes que tôu viva. Escrevo devagar porque sei que não gostas de ler depressa. Se receberes esta carta, é porque chegou. Se ela não chegar, avisa-me que eu mando outra. O tê pai leu no jornal que a maioria dos acidentes ocorrem a 1 km de casa. Por isso, mudámo-nos pra mais longe. Sobre o casaco que querias, o tê tio disse que seria muito caro mandar-to pelo correio por causa dos botões de ferro que pesam muito. Assim, arranquei os botões e meti-os no bolso. Quando chegar aí prega-os de novo. No outro dia, houve uma explosão na botija de gás aqui na cozinha. O pai e eu fomos atirados pelo ar e caímos fora de casa. Que emoção: foi a primeira vez em muitos anos que o tê pai e eu saímos juntos. Sobre o nosso cão, o Joli, anteontem foi atropelado e tiveram de lhe cortar o rabo, por isso toma cuidado quando atravessares a rua. Na semana passada, o médico veio visitar-me e colocou na minha boca um tubo de vidro. Disse para ficar com ele por duas horas sem falar. O tê Pai ofereceu-se para comprar o tubo. Tua irmã Maria vai ser mãe, mas ainda não sabemos se é menino ou menina. Portanto, nã sei se vais ser tio ou tia. O tê mano Antóino deu-me hoje muito trabalho. Fechou o carro e deixou as chaves lá dentro. Tive de ir a casa, pegar a suplente para a abrir. Por sorte, cheguei antes de começar a chuva, pois a capota estava em baixo. Se vires a Dona Esmeralda, diz-lhe que mando lembranças. Se nã a vires, nã digas nada. Tua Mãe Mariana PS: Era para te mandar os 100 euros que me pediste, mas quando me lembrei já tinha fechado o envelope. (anda na net)...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>CARTA DE UMA MÃE ALENTEJANA<br />
 <br />
Mê querido filho,<br />
 <br />
Ponho-te estas poucas linhas que é para saberes que tôu viva.<br />
 <br />
Escrevo devagar porque sei que não gostas de ler depressa. Se receberes esta  carta, é porque chegou. Se ela não chegar, avisa-me que eu mando outra.<br />
 <br />
O tê pai leu no jornal que a maioria dos acidentes ocorrem a 1 km de casa.<br />
 Por isso, mudámo-nos pra mais longe.<br />
 <br />
Sobre o casaco que querias, o tê tio disse que seria muito caro mandar-to pelo correio por causa dos botões de ferro que pesam muito. Assim, arranquei  os botões e meti-os no bolso. Quando chegar aí prega-os de novo.<br />
 <br />
No outro dia, houve uma explosão na botija de gás aqui na cozinha. O pai e  eu fomos atirados pelo ar e caímos fora de casa. Que emoção: foi a primeira vez em muitos anos que o tê pai e eu saímos juntos.<br />
 <br />
Sobre o nosso cão, o Joli, anteontem foi atropelado e tiveram de lhe cortar o rabo, por isso toma cuidado quando atravessares a rua.<br />
 <br />
Na semana passada, o médico veio visitar-me e colocou na minha boca um tubo de vidro. Disse para ficar com ele por duas horas sem falar. O tê Pai ofereceu-se para comprar o tubo.<br />
 <br />
Tua irmã Maria vai ser mãe, mas ainda não sabemos se é menino ou menina.<br />
 Portanto, nã sei se vais ser tio ou tia.<br />
 <br />
O tê mano Antóino deu-me hoje muito trabalho. Fechou o carro e deixou as chaves lá dentro. Tive de ir a casa, pegar a suplente para a abrir. Por  sorte, cheguei antes de começar a chuva, pois a capota estava em baixo.<br />
 <br />
Se vires a Dona Esmeralda, diz-lhe que mando lembranças. Se nã a vires, nã digas nada.<br />
 <br />
Tua Mãe Mariana<br />
 <br />
PS: Era para te mandar os 100 euros que me pediste, mas quando me lembrei já  tinha fechado o envelope.</p>

<p>(anda na net)</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>Escrito sem &quot;A&quot;</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/442419.html" />
<modified>2009-10-24T23:17:03Z</modified>
<issued>2009-10-24T23:09:42Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.442419</id>
<created>2009-10-24T23:09:42Z</created>
<summary type="text/plain">Escrito sem &quot;A&quot; Observação: Este texto não contém a letra &quot;A&quot; É possível sim. Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo. Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o &quot;E&quot; ou sem o &quot;I&quot; ou sem o &quot;O&quot; e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o &quot;P&quot;, &quot;R&quot; ou &quot;F&quot;, o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos. Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por que? Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores. Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos. Autor: Desconhecido...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Escrito sem "A"</p>

<p>Observação: Este texto não contém a letra "A"</p>

<p>É possível sim.</p>

<p>Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo.</p>

<p>Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento</p>

<p>Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.</p>

<p>Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por que?</p>

<p>Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.</p>

<p> Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.</p>

<p>Autor: Desconhecido<br />
</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>1º PRESIDENTE fcporto - 1906</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/424893.html" />
<modified>2009-10-22T19:17:03Z</modified>
<issued>2009-10-22T19:08:17Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.424893</id>
<created>2009-10-22T19:08:17Z</created>
<summary type="text/plain">Para quem gosta de dizer mentiras para ver se passa a verdade aqui deixo o 1º Presidente do fcporto em 1906 José Monteiro da costa, e as capas dos livros que contam a história do fcporto cuja a sua fundação foi em 1906 Este foi o 1º Presidente do fcporto cuja sua fundação foi em 1906 Não vale a pena andarem a mentir, porque o Fcporto começou em 1906 essa de andarem a vencer desde 1892 é uma treta, . Ainda vão espalhar que foi D. Afonso Henriques o fundador do clube regional em 1128 quando bateu na mãe...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Para quem gosta de dizer mentiras para ver se passa a verdade aqui deixo o 1º Presidente do fcporto em 1906 José Monteiro da costa, e as capas dos livros que contam a história do fcporto cuja a sua fundação foi em 1906</p>

<p><a href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/1-presidente-1906-2.jpg"><img alt="1-presidente-1906-2.jpg" src="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/1-presidente-1906-2-thumb.jpg" width="206" height="250" /></a><br />
Este foi o 1º Presidente do fcporto cuja sua fundação foi em 1906</p>

<p><a href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/livro%20fcp-1-A.jpg"><img alt="livro fcp-1-A.jpg" src="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/livro%20fcp-1-A-thumb.jpg" width="159" height="250" /></a></p>

<p><a href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/livro%20fcp-2-A.jpg"><img alt="livro fcp-2-A.jpg" src="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/livro%20fcp-2-A-thumb.jpg" width="162" height="250" /></a></p>

<p>Não vale a pena andarem a mentir, porque o Fcporto começou em 1906<br />
essa de andarem a vencer desde 1892 é uma treta, .<br />
Ainda vão espalhar que foi D. Afonso Henriques o fundador do clube regional em 1128 quando bateu na mãe</p>

<p><br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>. </p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>AS VERDADES DETURPADAS DA HISTÓRIA DO BENFICA</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/442378.html" />
<modified>2009-10-21T22:37:29Z</modified>
<issued>2009-10-21T22:35:34Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.442378</id>
<created>2009-10-21T22:35:34Z</created>
<summary type="text/plain">AS VERDADES DETURPADAS DA HISTÓRIA DO BENFICA O Benfica é muitas vezes alvo de ataques com episódios ocorridos há várias décadas e que, de tantas vezes repetidos, tentam que passem a verdadeiros. No sentido de informar os benfiquistas do que realmente se passou até 2007, e para que se possam defender desses ataques, referiremos vários destes casos, sugerindo a todos que imprimam os textos e os guardem e distribuam por outros benfiquistas. A bem da verdadeira história do Sport Lisboa e Benfica que muitos pretendem deturpar. Caso Inocêncio Calabote Os 31 títulos nacionais O Benfica nasceu em 1904 O Benfica, a democracia e o Estado Novo O número de benfiquistas no Mundo Campeão dos campeões também nas modalidades Sabia que? CASO-INOCÊNCIO CALABOTE OU UMA MENTIRA MUITAS VEZES REPETIDA… • Onde se recorda a célebre arbitragem do Benfica-Cuf (7-1) da última jornada do campeonato de 1958/59 (ganho pelo FC Porto), jogo que, diz-se agora, o árbitro terá prolongado por dez minutos, à espera de um golo que daria o título ao Benfica. Nem o Benfica ganhou esse campeonato, nem o jogo demorou tanto: O árbitro deu não mais de três a quatro minutos de descontos, plenamente justificados pelas constantes perdas de tempo dos jogadores adversários. Basta reler os jornais da época… Desde os anos oitenta, quando se acentuou o domínio do FC Porto sobre a arbitragem nacional, culminado, duas décadas depois, com a tardia “Operação Apito Dourado”, passou a ouvir falar-se muito no antigo árbitro Inocêncio Calabote e nos favores que teria feito ao Benfica num célebre jogo com a Cuf na última jornada do Campeonato Nacional de 1958/59 (22 de Março), terminado com o resultado de 7-1 e que teria tido, no dizer de quantos o recordam agora, dez minutos a mais, dados pelo árbitro à espera que o Benfica marcasse mais um golo que lhe daria o título. Nada mais falso. Quando se chegou à 26ª e última jornada deste campeonato, marcado por inúmeros casos (ver texto à parte), FC Porto e Benfica estavam igualados em pontos e na primeira fórmula de desempate, já que haviam empatado os dois jogos entre ambos. O FC Porto tinha então uma vantagem de quatro golos na diferença total entre tentos marcados e sofridos, pelo que tudo se iria decidir na última jornada, nos jogos Torreense-FC Porto e Benfica-Cuf. Apesar de uma e outra destas equipas estarem em perigo de descer de divisão...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>AS VERDADES DETURPADAS DA HISTÓRIA DO BENFICA </p>

<p>O Benfica é muitas vezes alvo de ataques com episódios ocorridos há várias décadas e que, de tantas vezes repetidos, tentam que passem a verdadeiros. </p>

<p>No sentido de informar os benfiquistas do que realmente se passou até 2007, e para que se possam defender desses ataques, referiremos vários destes casos, sugerindo a todos que imprimam os textos e os guardem e distribuam por outros benfiquistas.<br />
 A bem da verdadeira história do Sport Lisboa e Benfica que muitos pretendem deturpar. </p>

<p>Caso Inocêncio Calabote <br />
Os 31 títulos nacionais <br />
O Benfica nasceu em 1904 <br />
O Benfica, a democracia e o Estado Novo <br />
O número de benfiquistas no Mundo <br />
Campeão dos campeões também nas modalidades </p>

<p>Sabia que? </p>

<p>CASO-INOCÊNCIO CALABOTE<br />
OU UMA MENTIRA MUITAS VEZES REPETIDA…</p>

<p>• Onde se recorda a célebre arbitragem do Benfica-Cuf (7-1) da última jornada do campeonato de 1958/59 (ganho pelo FC Porto), jogo que, diz-se agora, o árbitro terá prolongado por dez minutos, à espera de um golo que daria o título ao Benfica. Nem o Benfica ganhou esse campeonato, nem o jogo demorou tanto: <br />
O árbitro deu não mais de três a quatro minutos de descontos, plenamente justificados pelas constantes perdas de tempo dos jogadores adversários. </p>

<p>Basta reler os jornais da época… </p>

<p>Desde os anos oitenta, quando se acentuou o domínio do FC Porto sobre a arbitragem nacional, culminado, duas décadas depois, com a tardia “Operação Apito Dourado”, passou a ouvir falar-se muito no antigo árbitro Inocêncio Calabote e nos favores que teria feito ao Benfica num célebre jogo com a Cuf na última jornada do Campeonato Nacional de 1958/59 (22 de Março), terminado com o resultado de 7-1 e que teria tido, no dizer de quantos o recordam agora, dez minutos a mais, dados pelo árbitro à espera que o Benfica marcasse mais um golo que lhe daria o título. Nada mais falso. </p>

<p>Quando se chegou à 26ª e última jornada deste campeonato, marcado por inúmeros casos (ver texto à parte), FC Porto e Benfica estavam igualados em pontos e na primeira fórmula de desempate, já que haviam empatado os dois jogos entre ambos. <br />
O FC Porto tinha então uma vantagem de quatro golos na diferença total entre tentos marcados e sofridos, pelo que tudo se iria decidir na última jornada, nos jogos Torreense-FC Porto e Benfica-Cuf.<br />
 Apesar de uma e outra destas equipas estarem em perigo de descer de divisão (o Torriense desceu mesmo e a Cuf acabou por ter que disputar o então chamado Torneio de Competência com os melhores classificados da II Divisão), é muito natural que tanto os jogadores da Cuf como os do Torriense tenham tido prémios especiais (e secretos) para dificultarem a vida aos dois candidatos ao título. </p>

<p>Rádios acesos e…<br />
Seis minutos de atraso<br />
Sem televisão a transmitir, era através da rádio que, num e noutro campo, os adeptos iam seguindo a marcha dos marcadores. E a grande questão, que dá origem a todos os exageros que hoje se propalam, residiu no facto de o jogo do Benfica ter começado seis minutos mais tarde que as tradicionais 15 horas, então o horário de início de todos os jogos. <br />
A nossa equipa demorou a entrada em campo o mais que pode, de forma a poder vir a beneficiar do conhecimento do resultado em Torres Vedras, facto que levou a que o clube fosse então (justamente) multado). Esses seis minutos (mais uns “pozinhos” no segundo tempo) juntos com os três a quatro minutos que o árbitro prolongou o jogo para compensar percas de tempo, levou a que o jogo da Luz tivesse terminado apenas mais de dez minutos depois do de Torres Vedras, tempo durante o qual a equipa do FC Porto esperou em pleno campo, para depois festejar a conquista do título. E foi essa longa espera, superior a dez minutos, que deu origem à lenda-Calabote, que tão aproveitada (e distorcida) pelos anti-Benfica tem sido ao longo dos tempos. <br />
O Benfica não foi em nada beneficiado com essa arbitragem. E o árbitro até teria tido todas as possibilidades de «dar» o título ao Benfica, já que o nosso clube marcou o seu último golo aos 38 minutos da segunda parte e, quando o jogo de Torres Vedras terminou, o Benfica ainda teve cerca de dez minutos (seis regulamentares e mais três a quatro de “descontos”) para marcar aquele que lhe daria o título. </p>

<p>O que disseram os jornais 	</p>

<p>Folheando os três jornais desportivos da época, nada faria supor que, várias décadas depois, o jogo fosse tão falado. Vejamos o que então se escreveu sobre o tempo de desconto, não sem que, antes, se recorde que, na altura, a missão dos árbitros era bem mais difícil, pois não havia cartões amarelos, o guarda-redes podia passear com a bola na grande área, batendo-a no chão as vezes que entendesse e a demora nos lançamentos da linha lateral não era castigada com lançamento a favor da equipa adversária. <br />
Mas vejamos o que disseram os jornais. Alfredo Farinha, em “A Bola”, foi bem claro:<br />
 «O recurso sistemático aos pontapés para fora do rectângulo, a demora ostensiva na marcação dos livres e lançamentos de bola lateral, as simulações de lesões o uso e abuso, enfim, de todos esses vulgarizados meios de queimar tempo” (…) dificilmente encontram, no caso de ontem, outra justificação se não esta: a Cuf não jogou, exclusivamente, para si mas também para uma outra equipa (a do FC Porto) que estava à margem da luta travada na Luz.» <br />
Mais adiante, na apreciação ao trabalho do árbitro, acrescenta Alfredo Farinha: «No que se refere ao prolongamento de quatro minutos, cremos ter deixado, ao longo da crónica, justificação bastante para o critério do sr. Inocêncio alabote.» </p>

<p>No “Mundo Desportivo”, Guilhermino Rodrigues não comungava da mesma opinião, mas até considerou menor o tempo de desconto e acabou por o justificar: «Exagerado o período de três minutos que concedeu além do tempo regulamentar para contrabalançar os momentos gastos em propositada demora pelos cufistas.» </p>

<p>No “Record”, em crónica não assinada (um antigo hábito do jornal), uma outra opinião: <br />
«Deu quatro minutos (…) pela demora propositada dos jogadores da Cuf – alguns deles foram advertidos – na reposição da bola em jogo. Não compreendemos porque não usou do mesmo critério no final do primeiro tempo, dado que aquelas demoras se começaram a registar desde início.» </p>

<p>Esclarecedor… <br />
Dois “penalties” indiscutíveis <br />
Um só duvidoso </p>

<p>A acrescentar à fantasia dos dez minutos de descontos, há também quem fale nas três grandes penalidades que o árbitro assinalou a favor do Benfica. Os jornais foram unânimes em considerar indiscutíveis o primeiro e o terceiro e apenas o segundo deixou dúvidas. <br />
“A Bola”: «Quanto aos “penalties”, não temos dúvida de que o primeiro e o terceiro existiram de facto; dúvidas temos, porém, quanto ao segundo, pois Cavém, ao que se nos afigurou, não foi derrubado por um adversário, antes foi ele próprio que se descontrolou e desequilibrou.» </p>

<p>“Record”: «Regular comportamento no julgamento das faltas. Só não concordamos com a segunda grande penalidade. A falta existiu, na verdade, mas só por ter sido executada fora de tempo merecia livre indirecto.» <br />
“Mundo Desportivo” (a propósito do segundo penalty): «Cavém obstruído quando perseguia a bola dentro da área. A falta só exigia livre indirecto.” </p>

<p>Já agora, recorde-se também a declaração de Cândido Tavares, treinador da Cuf, ao “Mundo Desportivo”: «O resultado justifica-se. Mas o árbitro foi demasiado longe na marcação das grandes penalidades. Não achei justo que assim sucedesse. Pena foi que não adoptasse agora no final o mesmo critério, não assinalando um autêntico “penalty” quando Durand derrubou Cavém. Era quanto a mim mais razoável.” </p>

<p>Elucidativo! Se o árbitro tivesse desejado “oferecer” o título ao Benfica teria tido flagrante oportunidade… </p>

<p>Sem escândalo <br />
O que aqui se escreveu poderá ser facilmente consultado nos jornais da época. Não houve qualquer escândalo com a arbitragem de Inocêncio Calabote nesse Benfica-Cuf.<br />
 O chamado caso-Calabote é uma grande mentira! </p>

<p>ARTIGOS RELACIONADOS <br />
FC Porto marcou dois golos no fim e Torriense acabou com nove <br />
O outro jogo decisivo da última jornada deste campeonato de 1958/59 foi o Torreense-FC Porto. O FC Porto entrou com quatro golos de vantagem sobre o Benfica (na decisiva diferença total de golos) mas, ao intervalo, o Benfica já estava em vantagem: ganhava por 5-0 à Cuf, enquanto o FC Porto vencia em Torres Vedras por 1-0. Entretanto, na Luz o resultado foi fixado em 7-1 quando havia sete minutos para jogar, mas em Torres Vedras, a dois minutos do fim, o <br />
FC Porto fazia 2-0 e, a vinte segundos do final, Teixeira marcou o terceiro e decisivo golo. O Benfica jogou ainda dez minutos, mas não conseguiu o golo que lhe faltava. <br />
O Torriense, que sofrera o primeiro golo quando tinha um jogador fora de campo, lesionado, jogou com dez jogadores, por expulsão de Manuel Carlos, desde os 20 minutos da segunda parte, e ainda viu ser expulso outro jogador a seguir ao 2-0 (por pontapear a bola para longe depois do golo), sofrendo o 3-0 quando já só tinha nove homens em campo. Casos houve, pois, no jogo Torreense-FC Porto, com a arbitragem de Francisco Guiomar a ser contestada pelos jogadores locais… <br />
Uma época de “casos” <br />
O FC Porto foi campeão na época do injustamente célebre caso-Inocêncio Calabote. <br />
Uma época repleta de casos, com manifesto prejuízo para o Benfica que, ao contrário do que se afirma, não dominava as estruturas do futebol (o presidente da Federação era o cap. Maia Loureiro, sportinguista) e muito menos a arbitragem, então dirigida por Coelho da Fonseca, associado do Belenenses, então um dos quatro “grandes” e que nesse ano foi terceiro, apenas a três pontos do FC Porto e do Benfica. <br />
A parte final do campeonato foi renhidamente disputada entre Benfica e FC Porto e os casos “estranhos” foram então numerosos. Recordemo-los resumidamente: <br />
-Chino, influente extremo-direito do Benfica, foi na fase decisiva da competição castigado com cinco jogos de suspensão que mais tarde, quando estavam quase cumpridos, foram reduzidos a um! <br />
-o Belenenses-Benfica, da 19ª jornada (a sete do fim), foi protestado pelo Belenenses, primeiro por lhes ter sido anulado um golo de canto directo, depois por uma questão da barreira defensiva do Benfica se ter ou não mexido antes de Matateu apontar um livre! Pois o jogo foi mandado repetir na quinta-feira anterior ao jogo decisivo frente à Cuf (última jornada) e quatro dias depois do Benfica se ter deslocado a Alvalade (penúltima jornada). A seguir ao campeonato, os clubes da I Divisão estiveram duas semanas sem jogar, à espera que terminasse a II Divisão, para disputarem a Taça de Portugal! Na repetição, Belenenses e Benfica voltaram a empatar (1-1) mas o desgaste foi enorme. <br />
-A três jornadas do fim, o FC Porto, que estava com largo atraso do Benfica na <br />
(decisiva) diferença de golos, recebeu o Belenenses (então com uma das melhores equipas nacionais) e ganhou por “estranhos” 7-0. <br />
-Na penúltima jornada, o Sporting-Benfica (2-1) foi repleto de incidentes, com o Benfica a terminar com apenas nove jogadores (não havia substituições), por expulsão de Ângelo e lesão de Artur, colocado KO nas cenas de pugilato verificadas a dada altura. Depois, na mesma semana, o Benfica teve que repetir o jogo no Restelo e receber a Cuf na jornada decisiva… <br />
Apreciações dos três jornais desportivos da época à actuação do árbitro Inocêncio Calabote <br />
OS 31 TÍTULOS NACIONAIS DO BENFICA <br />
• Há quem queira retirar ao Benfica os seus três primeiros títulos, quando o Campeonato se chamava I Liga (como agora…). Mas o regulamento dessa I Liga era idêntico ao da I Divisão que se lhe seguiu; a Federação, no seu relatório de 1938/39 (ano da mudança de nome), refere expressamente que as provas são as mesmas, com novos nomes; até as taças são todas iguais; e a FIFA e a UEFA, nas suas publicações oficiais, não deixam dúvidas: o Benfica conquistou, em Maio de 2005, o seu 31ºtítulo nacional de futebol! <br />
O Benfica conquistou na época de 2004/2005 o seu 31º título de campeão nacional, contra 20 já conquistados pelo FC Porto, 18 do Sporting e um do Belenenses e Boavista. No entanto, um ou outro órgão de informação (uma pequena minoria) continua a afirmar que o Benfica só tem 28 títulos e o FC Porto ainda só vai nos 19, uma vez que não consideram os campeonatos realizados entre 1934/35 e 1937/38, então denominados de I Liga, afinal <br />
O mesmo nome que têm os actuais campeonatos! Dizem eles que estes quatro primeiros campeonatos foram realizados a título experimental e que os campeonatos nacionais só foram oficializados a partir de 1938/39. </p>

<p>Haverá, pois, que esclarecer: <br />
-CAMPEONATOS EM POULE: <br />
Os campeonatos de 1934/35 a 1937/38 foram disputados, como os que se lhes seguiram, em “poule”, todos contra todos, a duas voltas, neles participando os quatro primeiros do Campeonato de Lisboa, os dois primeiros do Campeonato do Porto e os campeões de Coimbra e Setúbal. Esta fórmula de apuramento seguiu, sem alterações, até 1947/48, quando deixou de haver apuramentos através dos Campeonatos Regionais para passar a haver subidas e descidas de divisão como acontece actualmente. As únicas alterações depois verificadas tiveram a ver com o número de clubes. Mudanças mais importantes verificaram-se na última década, com a organização a passar da Federação Portuguesa de Futebol para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional mas nem por isso a prova deixou de ser a mesma. <br />
-CAMPEONATOS A ELIMINAR: <br />
A par destes campeonatos em poule, disputavam-se (e continuam a disputar-se) as provas a eliminar: primeiro, o Campeonato de Portugal, que no primeiro ano (1921/22) apenas reuniu os campeões de Lisboa e do Porto e nos anos seguintes os seis campeões regionais, só mais tarde tendo maior abertura; depois, a partir de 1938/39, a <br />
Taça de Portugal, ainda hoje com esta designação. Refira-se, aliás, que o número de concorrentes ao Campeonato de Portugal foi em 1934/35 reduzido para 16 clubes, para permitir a disputa do então denominado Campeonato da I Liga, que passou desde logo a ser a mais importante competição nacional. </p>

<p>-TAÇAS IDÊNTICAS: <br />
As taças, colocadas em disputa pela Federação Portuguesa de Futebol, eram absolutamente idênticas antes e depois de 1938/39, mantendo-se aliás até aos nossos dias. <br />
O Benfica tem, pois, 31 taças de campeão nacional, todas iguais. E há fotos testemunhando a entrega das taças da I Liga ao Benfica por parte dos presidentes da Federação da época. Além disso, a Federação Portuguesa de Futebol tem exposta na entrada da sua sede, a original Taça de Portugal, com placas identificando, ano a ano, os vencedores do antigo Campeonato de Portugal (prova também a eliminar) e da actual Taça de Portugal, o que confirma a ideia de que a Taça de Portugal é sucessora do Campeonato de Portugal, da mesma forma que o Campeonato Nacional (actual Liga) vem na sequência directa da antiga Liga. <br />
-FEDERAÇÃO ESCLARECE: <br />
No seu relatório e contas de 1938/39, época em que o campeonato da I Liga passou a denominar-se I Divisão, a Federação Portuguesa de Futebol <br />
escreve, nas páginas 6 e 7: «Por virtude da reforma a que se procedeu no Estatuto e Regulamentos da Federação, os Campeonatos das Ligas e de Portugal passaram a designar<br />
-se, respectivamente, Campeonatos Nacionais e Taça de Portugal. O campeonato da 1ª Liga passou a ser Campeonato Nacional da 1ª Divisão, e o Campeonato da 2ª Liga obteve a designação de Campeonato Nacional 2ª Divisão.» A história não pode ser mudada algumas décadas depois… </p>

<p>-JORNAIS DA ÉPOCA SÃO CLAROS: <br />
Os jornais da época também são claros nos seus textos e nos apontamentos estatísticos que publicam: os antigos campeonatos da I Liga e os campeonatos da I Divisão que se lhes seguem (tais como os da II Liga e II Divisão) são a <br />
mesma competição. <br />
-UEFA E FIFA CONFIRMAM: <br />
Nas suas publicações oficiais, a UEFA e a FIFA (das quais depende a Federação Portuguesa de Futebol) são bem explícitas, referindo que o Benfica tem 31 títulos, o FC Porto 20, o Sporting 18, etc. </p>

<p>O QUE SE ESCREVEU NA ÉPOCA <br />
«Os campeonatos de “Liga”, que por imperativo de raciocínio passaram a chamar-se “Nacionais” ao seu quinto ano de disputa, nasceram directamente da derrota que a selecção nacional de futebol sofreu em Madrid em 1934, perante o “onze” de Espanha, por 9-0.» <br />
(Ricardo Ornelas em “Números e Nomes do Futebol Português” – 1949) <br />
«A história do campeonato nacional, melhor dizendo, a história de um campeonato português em “poule”, de todos contra todos, em duas “mãos”, envolve um problema que tem dado margem a muita discussão. Trata-se de um simples caso de terminologia que, no apaixonado ambiente lusitano, se explora ao sabor da paixão e dos interesses momentâneos das massas <br />
clubistas. Resume-se a questão a considerar distintos dois torneios absolutamente análogos que, no espaço e no tempo, tomaram designações diferentes – o Campeonato da Liga, instituído em 1934-35, com oito clubes, e que se disputou com essa designação até 1937-38 <br />
(quatro edições) e o Campeonato Nacional que teve a sua primeira edição em 1938-39 e subsiste ainda.» (…) «Trata-se, como é evidente, da mesma prova e o facto de, nas primeiras quatro épocas, se ter optado pela designação de Campeonato da Liga isso deve-se seguramente a um caso de fidelidade à terminologia inglesa, pátria-mãe do jogo e, por isso, inspiradora da orgânica das provas de todos os países onde o futebol se tornou o desporto <br />
mais popular e apaixonante. A League britânica deu a Liga de Portugal, como deu a Liga Espanhola que ainda hoje se mantém, com a caricata situação de não outorgar internamente o título de campeão nacional – reservado para o vencedor da “Taça”… -mas, em todo o caso, como em toda a parte, condição de acesso à “Taça dos Clubes Campeões Europeus”. Parece-nos, por tudo isto, muito respeitável e, mais do que isso, único válido, o critério de considerar o campeonato nacional como instituído em Portugal em 1934-35, com oito clubes (fórmula mantida até 1940-41)…» (Vítor Santos em “Os 50 anos da F.P.F.”, edição da Federação Portuguesa de Futebol coordenada por Ricardo Ornelas e Carlos Pinhão) <br />
«Benfica campeão da I Liga o SL Benfica, que assim inscreve pela 3ª vez consecutiva o seu nome na lista do mais importante torneio do futebol português.» (Ricardo Ornelas em “Os Sports” – 11-5-1938) <br />
«Começa depois de amanhã o segundo período da época de futebol, com a disputa do campeonato nacional, primeira das duas provas organizadas pela Federação. Trata-se, como se sabe, de uma prova exactíssima mente igual à que desde 1934/35 se estava disputando com o nome de I Liga.» (Ricardo Ornelas em “Os Sports” – 6-1-1939) <br />
«Três vezes primeiro, outras tantas segundo e uma vez quarto, o FC Porto detém a melhor performance nos sete torneios realizados.» (Ricardo Ornelas em “Os Sports” – 9-4-1941, num texto intitulado “Os quatro grandes nos sete campeonatos -de 1935 a 1941”) <br />
«Pela quarta vez, o Benfica triunfou no Campeonato Nacional de futebol, estabelecendo um recorde. Os encarnados tinham ganho a prova em 36, 37 e 38 – três vitórias seguidas, o que também constitui um recorde – mas o FC Porto também vencera três vezes, em 35, 39 e 40.» <br />
(Alberto Freitas em “Os Sports” – 17-6-1942, num texto intitulado “As quatro vitórias do Benfica”) <br />
No seu livro Nomes e Números do Futebol Português, publicado em 1950, Ricardo Ornellas não tem dúvidas e considerar como Campeonatos Nacionais as I Ligas disputadas a partir de 1934/35 </p>

<p>O CENTENÁRIO DO BENFICA FOI MESMO EM 2004 </p>

<p>• O Benfica nasceu mesmo em 28 de Fevereiro de 1904, data sempre comemorada como a de aniversário, mesmo quando o clube acrescentou Benfica ao Sport Lisboa, por via da integração de um grupo de Benfica que possuía campo de jogos e sede mas não tinha actividade desportiva. <br />
As fotos das equipas de 1907/08 e de 1908/09, antes e depois da junção, são elucidativas: os mesmos jogadores, o mesmo equipamento, no fundo, o mesmo clube A data da fundação do Benfica tem sido motivo para alguma contestação, já que se trata do mais antigo de entre os três “grandes”: enquanto o Benfica nasceu a 28 de Fevereiro de 1904, o Sporting a 1 de Julho de 2006 (embora ao longo de 13 anos tivesse comemorado os anos a 8 de Maio…) e o FC Porto a 2 de Agosto de 1906 (data que em 1989 foi “antecipada” em 13 anos, a tempo de comemorar logo os 100 anos!). <br />
Assim, periodicamente, há quem queira confundir as coisas e avance com a data de 13 de Setembro de 1908 como a da fundação do Benfica. Nada mais errado. <br />
Nessa data, dá-se a junção de dois clubes, com características completamente distintas, que estabelecem nas reuniões para efectivar essa junção, com clareza (foi feito um protocolo, de que há cópia), que o clube mais antigo, mais popular, com mais troféus, mais conhecido e, como se escreveu na acta, mais glorioso, o Sport Lisboa, manteria a tradição, até porque “fornecia o essencial” – os símbolos e a sua superstrutura de cinco “teams” de futebol, enquanto o outro clube, o Sport Clube de Benfica, não tinha sequer um jogador de futebol, apesar de ter um bom núcleo de dirigentes e razoáveis instalações: campo de jogos e sede. No clube fundado a 28 de Fevereiro de 1904 houve uma alteração do nome Sport Lisboa sendo acrescentado Benfica. Se compararem as fotos das últimas equipas do Sport Lisboa e das primeiras do Sport Lisboa e Benfica, verificar-se-á que os jogadores são os mesmos, bem como o Equipamento. E, ao longo de alguns anos, várias vezes os jornais se continuaram a referir ao SLB como Sport Lisboa. Naquela altura, a noção de clube era bem distinta da que é hoje. O que contava era a equipa de futebol. E essa manteve-se. <br />
E tanto assim foi que os pioneiros do Sport Lisboa e Benfica sempre comemoraram os aniversários com referência a 1904 e não a 1908. O Clube fez o 4º aniversário em 28 de Fevereiro de 1908 e no ano seguinte, em 1909, comemorou, nessa mesma data, o 5º ano de existência. Não há por isso qualquer revisionismo na nossa história. Os nossos fundadores decidiram que a fundação reportava ao Sport Lisboa e nos anos seguintes seguiram o acordado. A primeira grande comemoração de aniversário de que há notícia escrita bem desenvolvida ocorreu em 1910, onde está explícito que se “organiza uma festa para comemorar os seis anos de existência do SLB” [ver Os Sports Ilustrados]. E assim, sucessivamente, ao longo do tempo. Nada foi “esticado” nem manipulado. <br />
Júlio de Araújo, historiador do futebol com obra publicada – “Meio Século de <br />
futebol (1888-1038)”, sportinguista ilustre, presidente do Sportng CP entre 14 de Julho de 1922 e 20 de Julho de 1923, contemporâneo dos factos, refere nesse livro de 1938, bem como em artigos dispersos pela imprensa da época, a fundação do Benfica em 1904! Nunca teve dúvidas. <br />
Bem diferente foi o caso, por exemplo, das fusões que deram origem ao Atlético (Carcavelinhos e União) e ao Oriental (Chelas, Marvilense e Fósforos). Eram clubes rivais, com equipas bem definidas e os clubes deles resultantes nada tinham a ver com os que lhes deram origem: nem emblemas, nem equipamentos. Bem diferente do caso do Benfica, no qual até o emblema se manteve praticamente igual, apenas se registando a introdução da roda da bicicleta. <br />
ARTIGOS RELACIONADOS <br />
Grandes clubes mudaram nome mas mantiveram fundação<br />
Não foi só o Benfica que, ao longo da sua existência, mudou de nome. Vários <br />
grandes clubes mundiais tiveram alterações de denominação, mas nem por isso deixaram de ser o mesmo clube, mantendo a sua data de fundação. Vejamos alguns exemplos: <br />
-REAL MADRID: Fundado em 1902 com o nome de Madrid Foot Ball Club, <br />
transformou-se em Real Madrid Club de Futból a 29 de Junho de 1920. <br />
-MANCHESTER UNITED: Fundado em 1878 como Newton Heath Lancashire <br />
and Yorkshire Railway, passou a Manchester United Football Club em 28 de Abril de 1902. </p>

<p>-MILAN AC: Fundado em 18 de Dezembro de 1899 com o nome de Milan <br />
Cricket and Foot Ball Club, sofreu cinco mudanças de nome: para Milan Football Club (23 de Março de 1919), Milan Associazione Sportiva (13 de Setembro de 1936), Associazione Sportiva (17 de Julho de 1939), Associazione Calcio Milano (14 de Outubro de 1945) e, finalmente, Milan Associazione Cálcio (16 de Setembro de 1962). <br />
-FEYENOORD: Fundado em 19 de Julho de 1908 como HFC Celeritas, passou <br />
a Sport Club Feijenoord em 1911 e a Sport Club Feyenoord a 17 de Maio de 1978. <br />
Também o Atlético de Madrid, o Newcastle, o Inter de Milão e o Parma, entre <br />
muitos outros, mudaram de nome ao longo das suas existências. </p>

<p>As datas de nascimento de Sporting e FC Porto<br />
Ao contrário do Benfica, que sempre festejou o aniversário a 28 de Fevereiro (basta ver os jornais dos anos dez e vinte), Sporting e FC Porto já alteraram essa data. O Sporting, depois de 13 anos a festejar a data da assembleia geral que elegeu a primeira direcção e elaborou as primeiras normas, resolveu alterar a data de fundação de 8 de Maio de 1906 para 1 de Julho desse mesmo ano (data em que foi fixado em definitivo o nome do clube). Uma questão de pormenor, que se respeita pois só aos sportinguistas diz respeito. </p>

<p>Já em relação ao FC Porto, a antecipação do centenário em 13 anos teve objectivos bem pouco desportivos. <br />
Depois de 83 anos, a história do clube foi completamente alterada só porque alguém descobriu, através de uma notícia de um jornal de Lisboa de 28 de Setembro de 1893, que se fundara no Porto “um club denominado Football Club do Porto”!... Bem se pode dizer que, actualmente, o FC Porto não comemora a data da sua fundação mas sim a data da saída de uma notícia <br />
num jornal de Lisboa! Acontece que desse clube que teria sido fundado em 1893 nunca mais se soube nada. E não passa pela cabeça de ninguém que José Monteiro da Costa, ao longo de mais de 80 anos unanimemente considerado fundador do clube (assim consta de todas as publicações, oficiais ou não, sobre o clube!), não soubesse que, afinal, o clube que estava a fundar já existia há 13 anos! <br />
As equipas do Benfica de 21-4-1907 (ainda como Sport Lisboa) e de 25-10.1908 (já como Sport Lisboa e Benfica). Só quatro jogadores desta última não participaram no jogo de ano e meio antes, mas já eram jogadores do clube: <br />
António Costa desde 1907, David Fonseca, Artur José Pereira e Henrique Costa desde 1906. E os equipamentos eram precisamente os mesmos… </p>

<p> </p>

<p>O BENFICA, A DEMOCRACIA E O ESTADO NOVO <br />
• Ao contrário do que alguns querem fazer crer, nunca o Benfica foi o clube do regime deposto em 25 de Abril de 1974. Antes pelo contrário. <br />
No Benfica já havia democracia quando ela chegou ao País (eram célebres as assembleias gerais e as eleições no Clube) e nele chegaram a lugares de destaque conhecidas figuras da oposição. <br />
Além disso, o Benfica inaugurou campos a 5 de Outubro e não a 28 de Maio, como outros o fizeram!... <br />
“O Benfica era o clube do Regime”. Este é um dos ataques de que o Benfica continua a ser vítima, relacionando o clube com o Estado Novo, regime que vigorou em Portugal entre 1926 e 1974. Nada mais falso. O Benfica foi mesmo o clube que menos ligações teve com a ditadura e que mais dores de cabeça provocou a Salazar. <br />
Embora, nos últimos anos, por via das suas vitórias europeias e de ter Eusébio nas suas fileiras, tivesse dado bastante jeito ao regime, a propósito da sua política ultramarina.<br />
 O Benfica nunca se serviu do regime (antes pelo contrário); o Benfica foi aproveitado pelo regime, depois de por ele prejudicado ao longo de muitos anos. <br />
Eleições democráticas <br />
Bastará recordar o facto de, num país onde vigorava uma ditadura e onde as eleições não eram livres, o Benfica ser um verdadeiro oásis, com as suas assembleias gerais bem concorridas e democráticas e com as eleições para escolha dos seus dirigentes, sempre muito participadas. <br />
Ainda antes de haver democracia no País já ela era praticada no Benfica! <br />
Presidentes oposicionistas <br />
As raízes populares do Benfica, que têm a ver com a sua fundação (bem diferente da do Sporting, por exemplo), nunca deixaram de se fazer sentir. E, ao contrário do que se verifica nos outros clubes grandes (Sporting, FC Porto, até Belenenses), os sócios que ascenderam à presidência do clube são de vários extractos sociais, desde um operário (Manuel da Conceição Afonso) a um aristocrata (Duarte Borges Coutinho), um e outro grandes presidentes que passaram pelo Clube. <br />
Mais que uma vez teve o Benfica declarados oposicionistas ao antigo Regime como presidentes, casos mais flagrantes do referido Manuel da Conceição Afonso, de Félix Bermudes e do capitão Júlio Ribeiro da Costa, que não se quis recandidatar, uma vez que reconheceu que a sua presença à frente do Clube estava a fazer com que este fosse seriamente prejudicado pelas entidades oficiais. <br />
Recorde-se que, na altura, a organização desportiva nacional estava fortemente dependente dos organismos oficiais e, nomeadamente, da Direcção-Geral dos Desportos, na época, conhecida por “Direcção-Geral do Sporting”, tal a força que o clube de Alvalade nela tinha… Nela e em várias outras instâncias do anterior regime, como se pode apreciar através da composição do Conselho Leonino à data de 25 de Abril de 1974… <br />
Outro exemplo elucidativo da distância que o Benfica mantinha do Estado Novo: o primeiro director do jornal do Benfica, entre 1942 e 1945, foi José Magalhães Godinho, conhecido oposicionista, que chegou mais tarde a presidente da Comissão Central do Clube. <br />
Mas o Benfica teve também como dirigentes e sócios de relevo figuras afectas ao antigo Regime. No Clube não se faziam descriminações. <br />
Sem campos de jogos <br />
Enquanto o Sporting nasceu rico e nunca teve problemas com os seus campos de jogos, em terrenos doados pelos seus aristocráticos fundadores, e o FC Porto foi bastante ajudado na construção dos seus estádios, o Benfica passou por inúmeras dificuldades, saltando de uns pontos para outros da cidade. Teve que deixar o campo em Benfica em 1923 para a construção de uma rua de acesso à antiga Escola do Magistério Primário que só viria a ser uma realidade em… 1992! Foi expropriado do seu campo das Amoreiras para construção do viaduto de acesso à auto-estrada para o Estádio Nacional, tendo então que arrendar o antigo campo do Sporting, no Campo Grande. E só quase 50 anos depois da sua fundação conseguiu (e mesmo assim durante muitos anos a título precário) os terrenos na Luz, onde finalmente pode implantar o seu Estádio. <br />
Uma questão de datas <br />
Curiosas (e reveladoras!) as datas simbólicas utilizadas pelos clubes. O Estádio das Antas foi inaugurado a 28 de Maio (de 1952), dia comemorativo da revolução que deu origem ao Estado Novo. O antigo campo do Sporting que o Benfica viria a ocupar em 1941 ficava no topo do Campo Grande, então conhecido como Campo 28 de Maio. Não só o Benfica nunca assim o designou (era, simplesmente, o campo do Campo Grande) como o inaugurou a… 5 de Outubro, data comemorativa da implantação da República e bem pouco do agrado do regime que então dirigia o País! <br />
E ainda… <br />
Há muitos outros exemplos que refutam claramente eventuais ligações do Benfica ao antigo Regime. Desde as bandeiras do Benfica que substituíram as da antiga União Soviética (proibidas) aquando das manifestações populares que se seguiram à vitória aliada na II Guerra Mundial (1945) à proibição dos jornais falarem nos “vermelhos” quando se referiam ao Benfica, passando a denominá-los “encarnados”. Desde o silenciamento progressivo do antigo hino do Clube, composto por Félix Bermudes em 1929, denominado “Avante pelo Benfica!” ao facto do Estádio da Luz apenas ter sido utilizado pela selecção nacional 17 anos depois da sua inauguração, em 1971, ao invés dos estádios do Sporting, FC Porto e Belenenses, que várias vezes viram neles jogar a selecção nacional. Isso nas décadas de 50 e 60, quando a maioria dos jogadores da selecção era do Benfica! <br />
Era esta a “forte influência” do Benfica durante o Estado Novo? <br />
ARTIGO RELACIONADO <br />
Benfica campeão… em democracia <br />
Outro dos ataques feitos ao Benfica – e relacionado com a sua presumível ligação ao Estado Novo – é a dificuldade que o Benfica teria com a implantação da democracia em Portugal. Como resposta, basta publicar um quadro com as vitórias nos Campeonatos Nacionais e Taças de Portugal nos 20 anos subsequentes ao 25 de Abril (1974-1994): <br />
 Além disso, antes de 1994, o Benfica esteve em duas 7 finais da Taça dos Campeões Europeus e numa final da Taça UEFA. <br />
As dificuldades por que o Clube passou nos últimos anos (e das quais está a <br />
recuperar, como é bem visível)  tiveram a ver essencialmente com aspectos internos… e com argumentos extra-desportivos utilizados por outros e que a justiça já está a averiguar… <br />
NÃO SOMOS 6 MAS SIM 14 MILHÕES <br />
• Muitas vezes os nossos adversários troçavam do facto de dizermos que havia seis milhões de benfiquistas. <br />
Em Portugal, são um pouco menos, mas um estudo recente de dois reputados professores catedráticos dá um número assinalável. Em todo o Mundo, há 14 milhões de benfiquistas! <br />
O Benfica é, de longe, e desde sempre, o mais popular clube de Portugal. Começou a sê-lo porque nasceu do povo, passou por muitas dificuldades mas acabou por vingar. Continuou porque foi o primeiro a derrotar os ingleses, que introduziram o futebol em Portugal e eram no início do século XX bem superiores às equipas nacionais. Foi-o, também, porque, ao longo de sete décadas, apenas utilizou jogadores portugueses nas suas equipas principais de futebol, só tendo quebrado a tradição quando, independentes as antigas colónias, se tornou impossível rivalizar com os grandes da Europa só com jogadores nacionais. E foi-o, finalmente, porque sempre foi o mais ganhador dos clubes portugueses, no futebol como nas restantes modalidades. <br />
Um estudo recente dos reputados professores catedráticos Luís Recto e Jorge Sá, reunido no livro Vox Populi, dava conta de que são mais de 14 milhões os benfiquistas existentes em todo o Mundo, dos quais cerca de cinco milhões em Portugal e mais de 5,5 milhões na Europa (incluindo Portugal). <br />
Boa parte dos benfiquistas espalhados pelo Mundo estão concentrados nas antigas colónias portuguesas de África e ainda em Timor e nos principais núcleos de emigrantes espalhados pelo Mundo. <br />
Vantagem consolidada <br />
Periodicamente, são efectuadas sondagens procurando saber-se quais os clubes portugueses preferidos, a distribuição geográfica dessas preferências e o seu escalonamento etário. <br />
O Benfica aparece sempre em posição destacada, com tanta ou maior percentagem que Sporting e F.C. Porto juntos. <br />
Já assim era aquando de um grande estudo da Marktest para o jornal “ A Bola” em finais de 1992 ( o maior desde sempre realizado neste âmbito) e assim continuou a ser. <br />
Nesse estudo, o Benfica tinha 40,4 por cento das preferências dos Portugueses, contra 20,3 por cento para o Sporting e 19,2 por cento para o FC Porto. <br />
O Benfica dominava em todas as regiões do país, excepto na cidade do Porto, mas é o maior clube da zona norte do país, e de todas as classes sociais e em todas as idades, mas atingia a maior percentagem entre os jovens (15-35 anos): 43,9 por cento. Dados que indicavam já uma tendência para crescer a popularidade do Benfica. <br />
Todos estes estudos revelam ainda uma outra realidade, aliás reconhecida por todos: <br />
o Benfica é o único clube de dimensão nacional, com grandes percentagens de adesão do Minho ao Algarve. O FC Porto, apesar de alguma melhoria nos últimos anos, (devido às aldrabices que foi cometendo, e como prova o clube e seu presidente terem sido acusados de corrupção, ao qual o clube pagou uma enorme multa, bem como o seu presidente e ainda teve de castigo 2 anos de suspensão), concentra a grande maioria dos apoiantes na cidade do Porto, tendo percentagens muito baixas ou quase nulas no resto do país. (para além de ser o clube “mais detestado”, segundo uma sondagem Público/Norma, também de 1992). <br />
O Sporting tem uma distribuição de adeptos mais equitativa ao longo do país que o FC Porto, mas com percentagens muito baixas em vários pontos. <br />
O que se leva a dizer, que em Portugal só existem 2 clubes, os do Benfica e os anti-Benfica.<br />
BENFICA É CAMPEÃO DOS CAMPEÕES… <br />
TAMBÉM NAS MODALIDADES <br />
• Somando os títulos nacionais das principais modalidades praticadas pelos três grandes clubes nacionais, verifica-se que é o Benfica o campeão dos campeões. Não é só no futebol… <br />
Há um clube português (o Sporting) que se diz o maior nas modalidades ditas amadoras, agora mais vezes designadas por de alta competição. <br />
Não o é, nem o foi ao longo da existência dos três clubes.<br />
 Apesar de, ao reduzir o seu leque, fazendo convergir as verbas apenas em uma ou outra modalidade, por lhe ser mais fácil chegar aos títulos.<br />
É só uma questão de fazer contas consultando a história desse clube. Considerando as modalidades mais relevantes que possuem campeonatos nacionais colectivos e somando os títulos conquistados por cada um dos clubes, verifica-se que o Benfica soma muito mais titules, a seguir o Sporting e o FC Porto com muito menos. <br />
Isto apesar da desvantagem que o Benfica tem tido no atletismo  <br />
TÍTULOS NACIONAIS NAS PRINCIPAIS MODALIDADES <br />
 TOTAL 135 Benfica – Sporting 129 fcporto  61 <br />
Futebol 31  Benfica – Sporting 18 - fcporto 20 <br />
TOTAL 166  Benfica – 147 Sporting -  81 fcporto <br />
Nota: Consideram-se apenas os principais campeonatos colectivos de cada modalidade (Volta a Portugal, no caso do ciclismo), já que não fazia sentido haver mais que um campeão por modalidade (casos da pista coberta no atletismo ou da piscina curta na natação, por exemplo) <br />
SABIA QUE? <br />
• Há pequenos episódios curiosos da história do Benfica, desde as mais <br />
inacreditáveis repetições de jogos à marcação dos encontros para datas <br />
“impossíveis”, passando pela não utilização do Estádio da Luz para <br />
encontros internacionais e finais da Taça de Portugal. Mas comecemos <br />
por duas medidas internas de alto significado… <br />
Sabia que… <br />
-Em Janeiro de 1909, o Benfica derrotou o Sporting (2-1), através de uma grande penalidade muito polémica, assinalada pelo árbitro, de nacionalidade inglesa, o Sporting protestou e o Benfica solicitou à Liga a anulação do jogo, pedido que não foi satisfeito mas que demonstra o desportivismo do Clube? <br />
-Aquando dos primeiros jogos do Benfica no estrangeiro (1911), o médio Artur José Pereira, muito poderoso fisicamente e que era alvo para os espanhóis desde o primeiro encontro, já não suportou mais e, no último desafio, injuriou um dos adversários (“na presença de algumas damas que assistiam ao jogo”), sendo expulso do campo pelo próprio capitão da equipa <br />
Cosme Damião, só tendo mais tarde assistido ao banquete final por interferência conciliadora dos dirigentes do Corunha? <br />
-Um dos primeiros grandes escândalos do futebol português deu-se na última jornada do campeonato de 1938/39, num célebre FC Porto-Benfica que estava empatado 3-3 quando, a um minuto do fim, na sequência de um canto, o Benfica marcou o quarto golo, que lhe daria o triunfo e o título nacional (o quarto consecutivo), mas o árbitro anulou, sem que se vislumbrasse qualquer falta, como aliás, uma célebre foto publicada na revista Stadium confirmaria? -Em 1939/40, o Campeonato Nacional passou de oito para dez clubes, a título excepcional, pois o FC Porto fora apenas terceiro no Campeonato Regional e só os dois primeiros tinham acesso à competição, valendo então a votação das restantes associações regionais (nomeadamente a de Lisboa), que viabilizaram o alargamento, de forma a permitir a participação da equipa do FC Porto? Em 1941/42, o FC Porto voltou a ser terceiro e novamente foi alargada a competição. <br />
Até 1946/47, o acesso ao Campeonato da I Divisão dependia das classificações dos Campeonatos Regionais, só na época seguinte se tendo iniciado o modelo das subidas e descidas de divisão. <br />
-Inaugurado em 1954, só em 1971 o Estádio da Luz assistiu ao primeiro jogo da selecção nacional, numa época em que a maioria dos jogadores que a compunham eram do Benfica, enquanto, nesses 17 anos, o Estádio das Antas teve oito jogos da selecção, o de Alvalade quatro e o do Restelo um? </p>

<p>-O Benfica teve que jogar (sendo naturalmente eliminado) um encontro da Taça de Portugal em Setúbal, frente ao Vitória, a 1 de Junho de 1962, no dia seguinte à primeira vitória na Taça dos Campeões Europeus (3-2 ao Barcelona), quando os 15 melhores jogadores (11 titulares e 4 suplentes) faziam a viagem de Berna para Lisboa? </p>

<p>-O Benfica foi forçado a repetir o jogo Belenenses-Benfica do campeonato de 1958/59, da 19ª jornada (a sete do fim), na quinta-feira anterior ao jogo decisivo frente à Cuf (última jornada) e quatro dias depois de se ter <br />
deslocado a Alvalade (penúltima jornada), quando, a seguir ao campeonato, os clubes da I Divisão estiveram duas semanas sem jogar, à espera que terminasse a II Divisão, para disputarem a Taça de Portugal? <br />
-O Benfica foi forçado a repetir (por se considerar que aquando de uma substituição chegara a ter 12 elementos em campo!) o jogo Sanjoanense-Benfica (0-2) da 4ª jornada do campeonato de 1968/69 sete (!) meses depois, na semana da última jornada, durante a qual empatou em casa com o FC Porto (0-0), voltou a ganhar em S. João da Madeira (1-0) e foi a Tomar triunfar por 40 no jogo do título? <br />
-Desde a criação, em 1938, da antiga Comissão Central de Árbitros, nunca o Benfica teve um seu associado como presidente da estrutura nacional da arbitragem? <br />
-Desde a inauguração do Estádio Nacional (1946), a final da Taça de Portugal nunca se realizou na Luz, mas já teve um jogo em Alvalade e quatro nas Antas, três dos quais com a presença do FC Porto, que ganhou um e perdeu dois, com Leixões (1961) e Benfica (1983… em Agosto, no início da época seguinte!)? <br />
- O Benfica para além de deter o maior número de título nacionais (31, contra 21 do FC Porto e 18 do Sporting até 2007), o Benfica é também o clube com maior número de segundos lugares (24), em igualdade com o FC Porto (o Sporting tem apenas 15). E apenas quatro vezes o Benfica ficou para lá do terceiro lugar, contra 14 vezes do Sporting e 17 do FC Porto. <br />
</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>CUBA DE FIDEL - A LIBERDADE</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/441714.html" />
<modified>2009-10-08T19:02:09Z</modified>
<issued>2009-10-08T18:50:09Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.441714</id>
<created>2009-10-08T18:50:09Z</created>
<summary type="text/plain">CUBA DE FIDEL - A LIBERDADE A LIBERDADE COMEÇO A ESTAR FARTO DO CAPITALISMO SELVAGEM E DA MANEIRA COMO A &quot;JUSTIÇA&quot; TRATA AQUELES QUE ASSALTAM OS BANCOS POR DENTRO. O ESTADO ESTÁ A METER MILHÕES NOS BANCOS PARA TAPAR OS BURACOS. É UM ABUSO DE CONFIANÇA POIS O DINHEIRO NÃO É DOS POLÍTICOS E NÃO ESTAVA PREVISTO NO ORÇAMENTO ESTA UTILIZAÇÃO DO DINHEIRO DO POVO, O QUE É ILEGAL, POIS OS POLÍTICOS NÃO PODEM FAZER DESPESAS NÃO ORÇAMENTADAS E O ORÇAMENTO TEM DE SER APROVADO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. “Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana” Fidel Castro Cuba, onde as crianças não têm acesso a Play Stations (pelo menos com facilidade). Nem se sentem inferiorizadas por não vestirem roupas de marca. Onde os supermercados não apresentam 60 marcas de manteiga diferentes. E a TV não mente a publicitar que os Danoninhos ajudam as crianças acrescer . Os carros de luxo não abundam . Nem as malinhas Louis Vuitton. Mas têm, talvez, o mais avançado sistema de saúde de todo o planeta. E um sistema de ensino ímpar, em que os professores ensinam e os alunos aprendem, com rigor e disciplina, onde não há lugar para Escolas Novas, estatísticas aldrabadas, pseudo-universidades e Novas Oportunidades da treta. E pleno emprego . E as ruas seguras, livres de criminalidade e de drogados. Invejo, aos Cubanos, a falta de liberdade : Falta de liberdade para assaltarem idosos e crianças. Falta de liberdade para agredirem professores dentro das escolas. Falta de liberdade para dispararem contra polícias. Falta de liberdade para desrespeitarem o seu semelhante. Falta de liberdade para os políticos corruptos que enriquecem à sombra do erário público. Cuba, onde tantas coisas faltam, principalmente as supérfluas, as inventadas pelo capital na sua necessidade de se reproduzir. Mas onde abundam a solidariedade, a fraternidade e, principalmente, a humanidade. JÁ METE NOJO… ISSO MESMO, NOJO… ESTA LIBERDADE Á PORTUGUESA. (BPN, BPP, FREEPORT, ORDENADOS CHORUDOS DOS POLITICOS, SUBMARINOS… ETC… ETC.) QUERO AQUI UMA ILHA .... (este texto recebi por mail, e acho que merece ser publicado)...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>CUBA DE FIDEL - A LIBERDADE </p>

<p>                        A LIBERDADE </p>

<p>COMEÇO A ESTAR FARTO DO CAPITALISMO SELVAGEM E DA MANEIRA COMO A "JUSTIÇA" TRATA AQUELES QUE ASSALTAM OS BANCOS POR DENTRO.<br />
O ESTADO ESTÁ A METER MILHÕES NOS BANCOS PARA TAPAR OS BURACOS. <br />
É UM ABUSO DE CONFIANÇA POIS O DINHEIRO NÃO É DOS POLÍTICOS <br />
E NÃO ESTAVA PREVISTO NO ORÇAMENTO ESTA UTILIZAÇÃO DO DINHEIRO DO POVO, O QUE É ILEGAL, POIS OS POLÍTICOS NÃO PODEM FAZER DESPESAS  NÃO ORÇAMENTADAS E O ORÇAMENTO TEM DE SER APROVADO  NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.<br />
 <br />
“Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana”<br />
Fidel Castro<br />
 <br />
Cuba, onde as crianças não têm acesso a Play Stations (pelo menos com facilidade).</p>

<p>Nem se sentem inferiorizadas por não vestirem roupas de marca.</p>

<p>Onde os supermercados não apresentam 60 marcas de manteiga diferentes.</p>

<p>E a TV não mente a publicitar que os Danoninhos ajudam as crianças acrescer<br />
.<br />
Os carros de luxo não abundam<br />
.<br />
Nem as malinhas Louis Vuitton.</p>

<p>Mas têm, talvez, o mais avançado sistema de saúde de todo o planeta.</p>

<p> E um sistema de ensino ímpar, em que os professores ensinam e os alunos aprendem, com rigor e disciplina, onde não há lugar para Escolas Novas, estatísticas aldrabadas, pseudo-universidades e Novas Oportunidades da treta.</p>

<p> E pleno emprego<br />
.<br />
 E as ruas seguras, livres de criminalidade e de drogados.</p>

<p>Invejo, aos Cubanos, a falta de liberdade :<br />
Falta de liberdade para assaltarem idosos e crianças.<br />
Falta de liberdade para agredirem professores dentro das escolas.<br />
Falta de liberdade para dispararem contra polícias.<br />
Falta de liberdade para desrespeitarem o seu semelhante.<br />
Falta de liberdade para os políticos corruptos que enriquecem à sombra do erário público.</p>

<p>Cuba, onde tantas coisas faltam, principalmente as supérfluas, as inventadas pelo capital na sua necessidade de se reproduzir. </p>

<p>Mas onde abundam a solidariedade, a fraternidade e, principalmente, a humanidade.</p>

<p>JÁ METE NOJO… ISSO MESMO, NOJO… ESTA LIBERDADE Á PORTUGUESA.<br />
(BPN, BPP, FREEPORT, ORDENADOS CHORUDOS DOS POLITICOS, SUBMARINOS… ETC… ETC.)<br />
 </p>

<p>QUERO AQUI UMA ILHA .... </p>

<p>(este texto recebi por mail, e acho que merece ser publicado)</p>

<p> <br />
</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>DISCURSO PARA TODOS</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/441713.html" />
<modified>2009-10-06T18:45:37Z</modified>
<issued>2009-10-06T18:43:02Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.441713</id>
<created>2009-10-06T18:43:02Z</created>
<summary type="text/plain">A ESTRANHA BELEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA Este texto é dos melhores registos de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima &apos;língua de Camões&apos;, a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira. Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso: - Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município. De repente, uma pessoa do público pergunta: - Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa? O candidato respondeu: - Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina. De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e &apos;atira&apos;: - Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic)pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu! ops... (anda na net)...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>A ESTRANHA BELEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA</p>

<p>Este texto é dos melhores registos de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', <br />
a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira.</p>

<p>Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:</p>

<p>- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte. <br />
O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.</p>

<p>De repente, uma pessoa do público pergunta:</p>

<p>- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?</p>

<p>O candidato respondeu:</p>

<p>- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; <br />
A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.</p>

<p>De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':</p>

<p>- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic)pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!</p>

<p>ops...</p>

<p>(anda na net) </p>

<p> <br />
</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>KEA - Ricardo Araújo no seu melhor!!!</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/441428.html" />
<modified>2009-09-29T16:08:15Z</modified>
<issued>2009-09-29T16:01:25Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.441428</id>
<created>2009-09-29T16:01:25Z</created>
<summary type="text/plain">IKEA - Ricardo Araújo no seu melhor!!! Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. Aquestão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia». As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias. É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, a comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada. Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>IKEA - Ricardo Araújo no seu melhor!!!</p>

<p> Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que<br />
não são móveis. </p>

<p>Na altura em que os compramos, são um puzzle. Aquestão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja.</p>

<p>Diz-se  «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»?</p>

<p>São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza<br />
perante os funcionários. </p>

<p>Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é<br />
evidente que estou na «Iqueia».</p>

<p>As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. </p>

<p>O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar,<br />
depois de algum esforço  hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos.</p>

<p>Há dias, comprei no  IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha  personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos.<br />
Percebi melhor o nome do  móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três<br />
mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes  e três hérnias.  </p>

<p>É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta  cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que  isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, a comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na  Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada. </p>

<p>Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes.<br />
A equipa que trouxe a primeira parte  já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira.  Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um  móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas<br />
como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças  (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de<br />
montagem.  Idiossincrasias do comércio moderno.</p>

<p>Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade<br />
dos confetti  num dia e a outra metade no outro.  E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.</p>

<p>(obrigada Riocardo</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>ASSIM SE GANHA(RA)M CAMPEONATOS 35 anos depois</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/440987.html" />
<modified>2009-09-17T19:43:51Z</modified>
<issued>2009-09-17T19:38:27Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.440987</id>
<created>2009-09-17T19:38:27Z</created>
<summary type="text/plain">ASSIM SE GANHA(RA)M CAMPEONATOS 35 depois ... A CONFISSÃO!!! &quot;Meti a bola lá dentro e pirei-me para trás do bandeirinha&quot; Muitos ainda escrevem que o golo foi «limpo», alguns acreditam nisso. Quase 35 anos depois, o verdadeiro autor do golo do nevoeiro, num célebre FC Porto-Sporting, José Maria Ferreira de Matos, explicou ao jornal Sporting como tudo aconteceu naquela tarde de nevoeiro. Actualmente a trabalhar em Lisboa, o ex-apanha-bolas da formação «azul e branca» e árbitro amador, mostrou-se arrependido pelo seu acto irreflectido. JORNAL SPORTING – De que se lembra desse dia? JOSÉ MARIA FERREIRA DE MATOS – Lembro-me do intenso nevoeiro que estava. Antes do jogo, o «chefe» dos apanha-bolas, o Valter Leitão, distribuiu-nos pelo campo e mandou-me para trás da baliza. Recordo-me que o Sporting começou a ganhar. Na segunda parte, a vantagem continuava do Sporting, mas nunca pensei em fazer o que acabaria por fazer. Eu era conhecido pelas asneiras que fazia, mas também nunca ninguém pensou que fizesse o que fiz. – Como foi o lance? – Não sei bem como a bola chegou a mim, mas sei que ela veio ter comigo e vi o Gomes a pôr as mãos na cabeça. Sem pensar, dei uns passos e fui até ao canto da baliza, meti a bola lá dentro e fugi para o mais longe possível. Então, vejo o Damas a ralhar comigo, mas eu pirei-me para trás do ‘bandeirinha’; ele já tinha a bandeirola no ar a assinalar o golo. Foi quando os jogadores do Sporting correram para o árbitro, a reclamar. Aí o juiz, que julgo não ter visto bem o lance, começou a mostrar cartões. – Porque razão meteu a bola na baliza? – Foi tudo muito rápido. O FC Porto estava a perder, a bola estava na minha mão e então pensei: vou metê-la lá para dentro e vou-me pirar. Foi um daqueles momentos em que se faz, ou não se faz; optei por fazer e já não dava para voltar atrás. Aconteceu numa fracção de segundo. – Depois de meter o golo, o que pensou? – Eu só queria que não me «topassem». Felizmente, ou infelizmente, o árbitro marcou e eu saí impune. Tenho pena do Damas, que não teve culpa nenhuma e sofreu um golo ilegal. – E se visse o árbitro desse encontro? – Não sei… Gostava de estar com ele para lhe confessar que fui mesmo eu...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>ASSIM SE GANHA(RA)M CAMPEONATOS</p>

<p>35 depois ... A CONFISSÃO!!!</p>

<p>"Meti a bola lá dentro e pirei-me para trás do bandeirinha"</p>

<p>Muitos ainda escrevem que o golo foi «limpo», alguns acreditam nisso. Quase 35 anos depois, o verdadeiro autor do golo do nevoeiro, num célebre FC Porto-Sporting, </p>

<p>José Maria Ferreira de Matos, explicou ao jornal Sporting como tudo aconteceu naquela tarde de nevoeiro. Actualmente a trabalhar em Lisboa, o ex-apanha-bolas da formação «azul e branca» e árbitro amador, mostrou-se arrependido pelo seu acto irreflectido.</p>

<p>JORNAL SPORTING – De que se lembra desse dia?</p>

<p>JOSÉ MARIA FERREIRA DE MATOS – Lembro-me do intenso nevoeiro que estava. Antes do jogo, o «chefe» dos apanha-bolas, o Valter Leitão, distribuiu-nos pelo campo e mandou-me para trás da baliza. <br />
Recordo-me que o Sporting começou a ganhar. Na segunda parte, a vantagem continuava do Sporting, mas nunca pensei em fazer o que acabaria por fazer. Eu era conhecido pelas asneiras que fazia, mas também nunca ninguém pensou que fizesse o que fiz. </p>

<p>– Como foi o lance?<br />
– Não sei bem como a bola chegou a mim, mas sei que ela veio ter comigo e vi o Gomes a pôr as mãos na cabeça. Sem pensar, dei uns passos e fui até ao canto da baliza, meti a bola lá dentro e fugi para o mais longe possível. Então, vejo o Damas a ralhar comigo, mas eu pirei-me para trás do ‘bandeirinha’; ele já tinha a bandeirola no ar a assinalar o golo. Foi quando os jogadores do Sporting correram para o árbitro, a reclamar. Aí o juiz, que julgo não ter visto bem o lance, começou a mostrar cartões. </p>

<p>– Porque razão meteu a bola na baliza?<br />
– Foi tudo muito rápido. O FC Porto estava a perder, a bola estava na minha mão e então pensei: vou metê-la lá para dentro e vou-me pirar. Foi um daqueles momentos em que se faz, ou não se faz; optei por fazer e já não dava para voltar atrás. Aconteceu numa fracção de segundo.</p>

<p>– Depois de meter o golo, o que pensou?<br />
– Eu só queria que não me «topassem». Felizmente, ou infelizmente, o árbitro marcou e eu saí impune. Tenho pena do Damas, que não teve culpa nenhuma e sofreu um golo ilegal.</p>

<p>– E se visse o árbitro desse encontro?<br />
– Não sei… Gostava de estar com ele para lhe confessar que fui mesmo eu a marcar o golo e não o Gomes. Eu tenho quase a certeza de que ele não conseguiu ver o lance como realmente aconteceu, pois estava um nevoeiro muito intenso. Também gostava de falar com o fiscal de linha; foi ele quem assinalou o golo e foi para trás dele que eu «fugi» depois de fazer o que fiz.</p>

<p>– Acha mesmo que o árbitro não viu nada?<br />
– Julgo que não. Tenho ideia de ver o fiscal de linha levantar a bandeirola e validar o golo do FC Porto. Depois, lembro-me de ver o Damas e outros jogadores a correrem para o árbitro e sei que houve cartões mostrados. Nessa altura, já eu estava «escondido» atrás do fiscal. Só aí é que percebi o que tinha feito, mas pensei,"já está, já está!" Não havia nada que eu pudesse fazer.</p>

<p>"O Gomes disse-me que tinha marcado o golo"</p>

<p>– Alguma vez falou com o Fernando Gomes sobre a autoria do golo?<br />
– Sim, uns anos depois encontrei-o num Centro Comercial do Porto. Perguntei-lhe, sem ele saber quem eu era, se tinha sido ele a marcar o golo; ele disse que sim e cada um seguiu o seu caminho. Mas acontece a mesma coisa quando o jogador mete a bola com a mão; se lhe perguntarem, ele dirá, quase sempre, que foi com a cabeça. Neste caso, eu sei que não foi o Gomes que a meteu. Digo-lhe isso nos olhos dele, ou nos olhos de quem quer que seja.</p>

<p>"Muito aliviado"</p>

<p>– Como se sente, agora que «confessou» o seu «feito» ao nosso jornal?<br />
– Muito aliviado. Muito mesmo. Era uma coisa que eu tinha de contar mais cedo ou mais tarde. Queria ter falado com o Damas, mas não consegui. Agora, fica a faltar falar com o sr. Alder Dante e com o presidente do Sporting. Quero agradecer ainda a oportunidade que o jornal ‘Sporting’ me deu, ao poder de ter entrado no Estádio José Alvalade. Quando pisei o relvado, senti um calafrio; as minhas mãos e as minhas pernas tremeram como há muito não tremiam. <br />
– Não tem receio de ter contado a história desse golo?<br />
– Não. Eu sou um homem correcto. Quando as pessoas quiserem, que me procurem. A falar é que as pessoas se entendem. </p>

<p>"Gostava de ter pedido desculpa ao Damas"</p>

<p>– Nunca pensou falar com Victor Damas?<br />
– Sempre tive o desejo de ir ter com ele. Tentei, várias vezes, mas nunca o consegui apanhar. Na altura, cheguei a vir do Porto a Alvalade, mas nunca tive a oportunidade de o encontrar. Não era fácil falar com ele, pois um humilde apanha-bolas não chega facilmente à fala com um jogador, para mais sem conhecer ninguém do Sporting. É das coisas que me dá mais pena. Era um sonho falar com ele. Nunca me esquecerei do Damas; pelo guarda-redes que foi e por nunca ter conseguido falar com ele. Sempre que via jogos do Sporting, em que o Damas participava, pensava sempre na malfeita bola do nevoeiro. </p>

<p>– O que lhe diria se o tivesse chegado a encontrar?<br />
– Dizia o que lhe disse hoje e, com toda a certeza, pedir-lhe-ia muitas desculpas.</p>

<p>Leia a entrevista na íntegra, na edição de jornal ‘Sporting’</p>

<p>O Apito Dourado daqui a 35 anos? Quem sabe?<br />
 <br />
Sem comentários...<br />
 </p>

<p> </p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/440569.html" />
<modified>2009-09-10T19:50:59Z</modified>
<issued>2009-09-10T22:03:29Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.440569</id>
<created>2009-09-10T22:03:29Z</created>
<summary type="text/plain">Arquivo Nacional da Torre do Tombo - JUSTIÇA PRAGMÁTICA ! SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO (Autos arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, Maço 7) &quot;Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de: ...ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove filhos, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino... .... tendo concebido em cinquenta e três mulheres&quot;. Porém &quot;El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e mandou arquivar os papéis da condenação.&quot; O padre era danado!!!!!!...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Arquivo Nacional da Torre do Tombo - JUSTIÇA PRAGMÁTICA !</p>

<p><br />
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO</p>

<p>                                                                 (Autos<br />
arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, Maço 7)</p>

<p>"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e  dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas  públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os  quartos,<br />
cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de:</p>

<p>...ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete  filhas e trinta e sete filhos;</p>

<p>de cinco irmãs teve dezoito filhas;</p>

<p> de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas;</p>

<p>de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas;</p>

<p>de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;</p>

<p>dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da  própria mãe teve dois filhos.</p>

<p> Total: duzentos e noventa e nove filhos, sendo duzentos e catorze do  sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino...</p>

<p>.... tendo concebido em cinquenta e três mulheres".</p>

<p>Porém </p>

<p>"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos<br />
 dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a<br />
 povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e mandou<br />
 arquivar os papéis da condenação."</p>

<p>O padre era danado!!!!!!</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>O SISTEMA CORRUPTO NO FUTEBOL À MAIS DE 20 ANOS</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/439634.html" />
<modified>2009-08-30T20:02:03Z</modified>
<issued>2009-08-30T19:52:20Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.439634</id>
<created>2009-08-30T19:52:20Z</created>
<summary type="text/plain"> Há mais de 20 anos que está instalado um sistema corrupto no futebol Português cujo o autor é o presidente do Fcporto, Sr. Pinto da Costa, tem oferecido grandes vantagens ao seu clube, e aqui deixo algumas preciosidades de todo o mal que este presidente suspenso por 2 anos (por corrupção) tem feito ao Benfica, o maior clube de Portugal, com mais sócios, mais títulos Nacionais, e simpatizantes por esse mundo fora. (14 milhões, segundo algumas informações dos jornais) - Nos primeiros 80 anos (1907 a 1987) nos jogos realizados entre o Fcporto e o Benfica, o Benfica teve 10 jogadores expulsos, e nos últimos 20 anos o Benfica teve 25 jogadores expulsos, nos encontros destes 2 clubes, é obra, expulsar mais do dobro dos jogadores do Benfica (25) em 20 anos, do que expulsar (10) em 80 anos (fonte jornal Benfica de 14.8.2009) - Nos últimos 11 anos incluindo esta época 2009/2010, o Benfica só ganhou 2 jogos na 1ª jornada, sendo a última vitória na época 2004/2005, quando o Benfica foi campeão pela 31ª vez. Nos outros 9 anos os corruptos não deixaram ganhar o 1º jogo da jornada, como já aconteceu na 1ª jornada desta época (2009/2010) Nestes 11 anos o Benfica teve 39 amarelos e 8 jogadores expulsos (fonte jornal Benfica de 14.8.2009)...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><a href="http://xafarica.weblog.com.pt/pintodacosta-mafia.jpg"><img alt="pintodacosta-mafia.jpg" src="http://xafarica.weblog.com.pt/pintodacosta-mafia-thumb.jpg" width="98" height="250" /></a></p>

<p>Há mais de 20 anos que está instalado um sistema corrupto no futebol Português cujo o autor é o presidente do Fcporto,<br />
Sr. Pinto da Costa, tem oferecido grandes vantagens ao seu clube, e aqui deixo algumas preciosidades de todo o mal que este presidente suspenso por 2 anos (por corrupção) tem feito ao Benfica, o maior clube de Portugal, com mais sócios, mais títulos Nacionais, e  simpatizantes por esse mundo fora. (14 milhões, segundo algumas informações dos jornais)</p>

<p>- Nos primeiros 80 anos (1907 a 1987) nos jogos realizados entre o Fcporto e o Benfica, o Benfica teve 10 jogadores expulsos, e nos últimos 20 anos o Benfica teve 25 jogadores expulsos, nos encontros destes 2 clubes, é obra, expulsar mais do dobro dos jogadores do Benfica (25) em 20 anos, do que expulsar (10) em 80 anos<br />
(fonte jornal Benfica de 14.8.2009)</p>

<p>- Nos últimos 11 anos incluindo esta época 2009/2010, o Benfica só ganhou 2 jogos na 1ª jornada, sendo a última vitória na época 2004/2005, quando o Benfica foi campeão pela 31ª vez.<br />
Nos outros 9 anos os corruptos não deixaram ganhar o 1º jogo da jornada, como já aconteceu na 1ª jornada desta época (2009/2010)<br />
Nestes 11 anos o Benfica teve 39 amarelos e 8 jogadores expulsos <br />
(fonte jornal Benfica de 14.8.2009)<br />
</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>O LIXO</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/168389.html" />
<modified>2009-08-28T22:17:42Z</modified>
<issued>2009-08-29T18:19:05Z</issued>
<id>tag:xafarica.weblog.com.pt,2009://307.168389</id>
<created>2009-08-29T18:19:05Z</created>
<summary type="text/plain">Este artigo vem no correio da manha de 26.4.2006 O lixo resultante de objectos domésticos, vulgo monos, que poderia ser recolhido pelas autarquias e acaba abandonado junto às praias, leva a associação ambientalista GEOTA a considerar que, na costa portuguesa, “pior é impossível”. A conclusão resulta da 16.ª Campanha Coastwatch que, com 4324 participantes, cobriu 1086 quilómetros de costa: todo o Continente; S. Miguel, Terceira e Faial, nos Açores; e Funchal, na Madeira. Ao longo da faixa em causa foram recolhidos 119 560 objectos de lixo (à média de 110 objectos por quilómetro), dos quais cerca de 75 mil eram garrafas e sacos de plástico (ver infografia). Foram ainda recolhidas 16 mil garrafas de vidro, 14 mil latas de alumínio (bebidas e conservas) e nove mil embalagens de cartão (leite e sumos). A informação foi divulgada no âmbito do seminário “O Papel das Populações na Protecção do Litoral” que, de hoje até sábado, decorre em Ponta Delgada, nos Açores. RECOLHA DE LIXO NA COSTA PORTUGUESA GARRAFAS DE PLÁSTICO 53.386, encontrados (Biodegradável em 450 anos) LATAS 14. 296 encontrados (Biodegradável em 200 anos) SACOS DE OLÁSTICO 20.856 encontrados (Biodegradável em 75 anos) GARRAFAS DE VIDRO 16.885 encontrados (Biodegradável em tempo indeterminado) COSTA PORTUGUESA: 1086 km OBJECTOS ENCONTRADOS: 119.590 OBJECTOS POR KM: 110 (os meus agradecimentos ao CORREIO DA MANHA)...</summary>
<author>
<name>ramos</name>

<email>xafaricas@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://xafarica.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Este artigo vem no correio da manha de 26.4.2006</p>

<p>O lixo resultante de objectos domésticos, vulgo monos, que poderia ser recolhido pelas autarquias e acaba abandonado junto às praias, leva a associação ambientalista GEOTA a considerar que, na costa portuguesa, </p>

<p>“pior é impossível”.</p>

<p>A conclusão resulta da 16.ª Campanha Coastwatch que, com 4324 participantes, cobriu 1086 quilómetros de costa: todo o Continente; S. Miguel, Terceira e Faial, nos Açores; e Funchal, na Madeira.</p>

<p>Ao longo da faixa em causa foram recolhidos 119 560 objectos de lixo (à média de 110 objectos por quilómetro), dos quais cerca de 75 mil eram garrafas e sacos de plástico (ver infografia). Foram ainda recolhidas 16 mil garrafas de vidro, 14 mil latas de alumínio (bebidas e conservas) e nove mil embalagens de cartão (leite e sumos). </p>

<p>A informação foi divulgada no âmbito do seminário “O Papel das Populações na Protecção do Litoral” que, de hoje até sábado, decorre em Ponta Delgada, nos Açores. </p>

<p>RECOLHA DE LIXO NA COSTA PORTUGUESA</p>

<p>GARRAFAS DE PLÁSTICO</p>

<p>53.386, encontrados (Biodegradável em 450 anos)</p>

<p>LATAS</p>

<p>14. 296 encontrados (Biodegradável em 200 anos)</p>

<p>SACOS DE OLÁSTICO</p>

<p>20.856 encontrados (Biodegradável em 75 anos)</p>

<p>GARRAFAS DE VIDRO</p>

<p>16.885 encontrados (Biodegradável em tempo indeterminado)</p>

<p>COSTA PORTUGUESA: 1086 km</p>

<p>OBJECTOS ENCONTRADOS: 119.590</p>

<p>OBJECTOS POR KM: 110 </p>

<p>(os meus agradecimentos ao CORREIO DA MANHA)<br />
</p>]]>

</content>
</entry>

</feed>