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maio 14, 2009

O MAFIOSO BESTIAL

O MAFIOSO BESTIAL

No calor da noite sortuda
Num ano efervescente
Na cidade de Gondomar
Terra de boa gente
Sucedeu um caso inédito
Deveras eloquente
Um tal Mafioso Costa
Danado para brincadeira
Jogou uma alta parada
Oferecendo à alternadeira
Pão mesa e casa posta

E a sua falsa esposinha
Que mais tarde lhe fez a cama
Passou a ser reles galinha
E não digníssima primeira dama
E vejam que no seio do seu clube
Era considerada mulher de bem
Não fosse ela, mulher do Norte
E de alguma formosura também
Só por ser mulher do chefe da pasta
Que ao Vaticano, levou sua consorte
Apresentando-a ao reverendo Papa
Como Santa filha madrasta
De altíssimo fino porte

Tornou-se um caso sério
Este presidente batoteiro
Diz que é amigo conselheiro
E distribuí muito dinheiro
Por árbitros amigos corruptos
Pró seu clube ladrão
Ser sempre o primeiro

O pior, é que a marosca
Mais tarde foi descoberta
A senhora de casa posta
Falou tanto do que sabia
E lá tramou de forma esperta
O tal Mafioso Costa
E quem diria…
Ele, que antes bem sorria
E até à Senhora de Fátima
Muitas preces oferecia
Este espirituoso personagem
Que usa a fé como capa
Para fazer sacanagem
Aos incautos de boa linhagem

E lá foi levado à justiça
Dos homens de sabedoria
Onde registou muitas juras
Apesar de sua fina trama
Ter sido então descoberta
Na sua vida de fraca chama

O tal falso ofendido
Jurou, jurou pela filha
E pediu intervenção divina
Para que caísse todos os males
Sobre a pessoa querida
Que mais ama na vida
Por ser tudo grande mentira
Pois diz ser maquiavélico
Esta reles acusação pura
Pendente sobre sua triste figura

Pois então...

Este homem de muito tacto
E para alguns de fina cultura
Diz ser vitima de grave acto
Duma vil acusação impura

Mas a sabedoria do povo
Que conhece bem sua história
Diz que dele, nada é novo
E se preciso até vendia a mãe
Para as tramas trazerem glória
Ao pobre Costa e sua trupe
Que já não enganam ninguém

Mas houve uma juíza amiga
Que foi mais que sua mãe
Estendeu-lhe a passadeira
Voltando ele à velha intriga
E à sua deliciosa maneira
Oferecendo a sua rica cantiga
Em conselhos, para gente de bem
Que são os amigos do apito
Que respeitosamente o serve
Surripiando ao Benfica, bendito
Seus campeonatos, que perde

Pobre futebol cá do burgo
Que possuis tão triste criatura
Que faz do povo um grande burro
Passeando-se como alteza finura
Pelo velho resultado usurpado
Que é o seu bem precioso

Ele, pela sua plebe é adorado
Não dando ela com justiça
O nó cego no Mafioso bestial
Restando apenas a justiça divina
que o visitará no juízo final

33 - Fernando Ramos

Publicado por ramos às maio 14, 2009 05:35 PM

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